A Selecção Nacional ocupou Neuchatel durante o Campeonato da Europa de 2008 e pintou a cidade de verde e vermelho. Respira-se futebol de forma ininterrupta, mas sabe bem alargar as vistas e perceber o que nos rodeia. A Suíça é conotada com relógios, chocolates e bancos, mas importa explicar que aqui, bem perto de Neuchatel, podemos encontrar o berço de uma bebida polémica: o absinto.
Bebida apreciada por portugueses e não só, o absinto ganhou forma no Val-de-Travers, distrito do cantão de Neuchatel. Os locais garantem que o micro-clima da região apura a qualidade dos ingredientes. Vamos então, para desenjoar de futebol por momentos, falar de uma fórmula que ajudou a levar génios como Van Gogh à loucura.
Existem relatos pouco claros da utilização da planta no Antigo Egipto e na Grécia Antiga, mas o registo histórico do absinto ganhou forma na Suíça. Em 1769, um jornal de Val-de-Travers divulgava o anúncio das Irmãs Henriod, sobre um exilir medicinal baptizado como «Bon Extrait d’Absinthe».
A fórmula mágica prometia curar vários males. Alguns estudiosos garantem que foi o médico francês Pierre Ordinaire a criar o absinto, passando depois o segredo às Irmãs Henriod. Depois, o Major Dubied comprou a receita e formou a primeira destilaria, em Couvet.
A bebida na história da Belle Époque
Val-de-Travers situa-se entre Neuchatel, quartel-general da Selecção Nacional, e a França. Foi nesse país, aliás, que o absinto ganhou popularidade, sobretudo entre os artistas da época. Aliás, durante a Belle Époque, período criativo que impulsionou massas até à I Guerra Mundial, em 1914.
Os boémios da época experimentaram o absinto para lá dos seus anunciados efeitos medicinais e transpuseram fronteiras. A «Fada Verde», como a bebida é conhecida, caiu no goto de artistas e intelectuais como Óscar Wilde, Baudelaire, Rimbaud ou Vincent Van Gogh.
Manet, Raffaeli e Picasso também apresentaram pinturas a retratar o absinto, mas Van Gogh foi mais longe. Entre várias teorias para a sua loucura, uma diz que o pintor holandês, radicado em Paris, estava sob o efeito da «Fada Verde» quando decidiu cortar um pedaço da orelha esquerda, em Dezembro de 1888.
Uma proibição de quase cem anos
O temor pelo carácter alucinatório do absinto espalhou-se rapidamente pelo Mundo. Os críticos falavam em dependência de milhões de pessoas. Voltando à Suíça, berço da bebida e sede do Euro2008, a história conheceu contornos polémicos em 1910, quando surge a lei a proibir a comercialização do produto. Aliás, o mesmo acontecia um pouco por todo o lado.
A proibição arrastou-se durante quase um século, até 2005. Nos últimos três anos, as destilarias de Val-de-Travers voltaram a produzir absinto de forma legal (algumas nunca o deixaram de fazer, conforme nos explicou Claude-Alain Bugnon, da destinaria Artemisia). Ali nas montanhas, a bebida misteriosa surge em condições excepcionais. Cá em baixo, junto ao fabuloso lago de Neuchatel, a Selecção Nacional procura evitar pecados e trilhar caminho no Euro.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Canalizador-avançado explica: como ser expulso em 3 segundos
David Pratt nem queria acreditar. Nem queria acreditar quando viu o cartão vermelho em três segundos, no início do jogo entre o Chippenham Town e o Bashley, no sétimo escalão do futebol inglês. Nem queria acreditar quando recebeu um telefonema de Portugal para falar sobre o recorde mundial estabelecido neste fim-de-semana: «Foi um lance sem maldade, só quis ir à bola».
O jovem de 21 anos, canalizador durante o dia, avançado em part-time no Chippenham Town, explica ao Maisfutebol como foi possível receber ordem de expulsão no primeiro lance do encontro.
«Então foi assim: a equipa adversária começou o jogo, o jogador que estava no centro do relvado tocou para outro, que estava já fora da meia lua, e esse chutou para a frente. Eu já tinha arrancando e fiz o carrinho em velocidade. Ainda toquei na bola, mas acabei por atingir o outro jogador. A expulsão foi exagerada», garante.
Pratt nem costuma ser notícia por motivos disciplinares. O Chippenham Town teve de ser paciente nas negociações com o Swindon Submarine, acabando por garantir o concurso da jovem promessa.
«Ele é um rapaz calmo, nada maldoso. Pronto, acabámos por ter publicidade à custa deste momento. Nesse sentido, é bom», reconhece George McCaffrey, secretário do clube, antes de facultar o número do jogador.
O avançado passou as últimas horas a falar. Falou para rádios, jornais e até televisões em Inglaterra. «De onde liga? De Portugal? Ah, Portugal, sei. Estou surpreendido, sinceramente não fico feliz por ser notícia por este motivo, mas pronto», atira Pratt.
«Não pedi desculpa»
O anterior recorde pertencia a Giuseppe Lorenzo (Bolonha), por um cartão vermelho frente ao Parma, em 1990, com dez segundos de jogo.
«Sou canalizador, nesta divisão o futebol é amador», continua David Pratt, com tremenda humildade, apesar do assédio espontâneo. Tudo batia certo, há um novo recorde para celebrar, ou não, e as partes estão de acordo quanto à ausência de maldade no movimento do avançado do Chippenham Town.
Contudo, qual Edward Norton no filme «A Raíz do Medo», com Dulce Pontes na banda sonora, Pratt revela a ponta de maldade na última resposta dada ao Maisfutebol. Já pediu desculpas a Chris Knowles, o médio do Bashley? «Não, não pedi desculpa nem tenho nada que pedir», remata o canalizador/avançado. Foi ou não de propósito?
O jovem de 21 anos, canalizador durante o dia, avançado em part-time no Chippenham Town, explica ao Maisfutebol como foi possível receber ordem de expulsão no primeiro lance do encontro.
«Então foi assim: a equipa adversária começou o jogo, o jogador que estava no centro do relvado tocou para outro, que estava já fora da meia lua, e esse chutou para a frente. Eu já tinha arrancando e fiz o carrinho em velocidade. Ainda toquei na bola, mas acabei por atingir o outro jogador. A expulsão foi exagerada», garante.
Pratt nem costuma ser notícia por motivos disciplinares. O Chippenham Town teve de ser paciente nas negociações com o Swindon Submarine, acabando por garantir o concurso da jovem promessa.
«Ele é um rapaz calmo, nada maldoso. Pronto, acabámos por ter publicidade à custa deste momento. Nesse sentido, é bom», reconhece George McCaffrey, secretário do clube, antes de facultar o número do jogador.
O avançado passou as últimas horas a falar. Falou para rádios, jornais e até televisões em Inglaterra. «De onde liga? De Portugal? Ah, Portugal, sei. Estou surpreendido, sinceramente não fico feliz por ser notícia por este motivo, mas pronto», atira Pratt.
«Não pedi desculpa»
O anterior recorde pertencia a Giuseppe Lorenzo (Bolonha), por um cartão vermelho frente ao Parma, em 1990, com dez segundos de jogo.
«Sou canalizador, nesta divisão o futebol é amador», continua David Pratt, com tremenda humildade, apesar do assédio espontâneo. Tudo batia certo, há um novo recorde para celebrar, ou não, e as partes estão de acordo quanto à ausência de maldade no movimento do avançado do Chippenham Town.
Contudo, qual Edward Norton no filme «A Raíz do Medo», com Dulce Pontes na banda sonora, Pratt revela a ponta de maldade na última resposta dada ao Maisfutebol. Já pediu desculpas a Chris Knowles, o médio do Bashley? «Não, não pedi desculpa nem tenho nada que pedir», remata o canalizador/avançado. Foi ou não de propósito?
Samoa Americana: futebol contra Yokozuna, Umaga e The Rock!
Poucos ouviram falar da Samoa Americana. Os que ouviram, desconhecem a existência de uma selecção de futebol. Nos Estados Unidos da América, encontram-se nativos espalhados pelos principais clubes de futebol americano ou basebol. Mas a grande afirmação do povo do Pacífico surgiu nos ringues, através do Wrestling!
Conhece Umaga, Yokozuna ou The Rock, por exemplo? Pois bem, são apenas exemplares famosos da família Anoai, a mais conhecida do fenómeno que reconquistou adeptos em Portugal, ao longo dos últimos anos.
Afa e Sika Anoai lançaram as raízes com os Wild Samoans. Na geração seguinte, entre uma dezena de lutares, distinguiram-se Eddie Fatu (Umaga) e Rodney Anoai (Yokozuna). Este último, apesar de ter adoptado uma personagem japonesa, tem raízes na Samoa Americana.
Samula Anoai e Solofa Fatu formaram uma das «tag teams» mais acarinhadas no meio. Os «Headsrinkers» apresentavam as vestimentas de selvagens da Samoa Americana. No passado recente, a árvore genealógica teve frutos pouco consistentes.
Dwayne «The Rock» Johnson, nascido nos Estados Unidos, não esquecer as raízes e sempre assumiu a ligação à família Anoai, assumindo-se como o último símbolo da Samoa Americana no Wrestling profissional. O campeão viria enveredar por uma carreira no cinema. Assim, em 2009, pela primeira vez, a Samoa Americana não tem qualquer representante nos ringues.
«Eu comecei pelo basebol»
Ramin Ott, capitão da selecção de futebol da Samoa Americana, é apenas mais um exemplo de uma realidade preocupante para os responsáveis locais. Num país com forte influência norte-americana, poucos acham piada à bola redonda, aos relvados e às balizas.
«O basebol foi o meu primeiro desporto. Aliás, só comecei a jogar futebol porque o meu irmão mais velho era dono de um clube e passei a assistir aos treinos e jogos. Apaixonei-me pelo futebol, como uma criança se apaixona por uma guloseima», explica o jogador, em entrevista ao Maisfutebol.
Para além do basebol e do Wrestling, desportos já abordados na peça, o principal adversário do futebol é o seu homónimo americano. Existem cerca de 30 jogadores com raízes samoanas no campeonato principal de futebol americano dos Estados Unidos da América. Troy Polamalu, dos Pittsburgh Steelers, é o mais famoso.
Conhece Umaga, Yokozuna ou The Rock, por exemplo? Pois bem, são apenas exemplares famosos da família Anoai, a mais conhecida do fenómeno que reconquistou adeptos em Portugal, ao longo dos últimos anos.
Afa e Sika Anoai lançaram as raízes com os Wild Samoans. Na geração seguinte, entre uma dezena de lutares, distinguiram-se Eddie Fatu (Umaga) e Rodney Anoai (Yokozuna). Este último, apesar de ter adoptado uma personagem japonesa, tem raízes na Samoa Americana.
Samula Anoai e Solofa Fatu formaram uma das «tag teams» mais acarinhadas no meio. Os «Headsrinkers» apresentavam as vestimentas de selvagens da Samoa Americana. No passado recente, a árvore genealógica teve frutos pouco consistentes.
Dwayne «The Rock» Johnson, nascido nos Estados Unidos, não esquecer as raízes e sempre assumiu a ligação à família Anoai, assumindo-se como o último símbolo da Samoa Americana no Wrestling profissional. O campeão viria enveredar por uma carreira no cinema. Assim, em 2009, pela primeira vez, a Samoa Americana não tem qualquer representante nos ringues.
«Eu comecei pelo basebol»
Ramin Ott, capitão da selecção de futebol da Samoa Americana, é apenas mais um exemplo de uma realidade preocupante para os responsáveis locais. Num país com forte influência norte-americana, poucos acham piada à bola redonda, aos relvados e às balizas.
«O basebol foi o meu primeiro desporto. Aliás, só comecei a jogar futebol porque o meu irmão mais velho era dono de um clube e passei a assistir aos treinos e jogos. Apaixonei-me pelo futebol, como uma criança se apaixona por uma guloseima», explica o jogador, em entrevista ao Maisfutebol.
Para além do basebol e do Wrestling, desportos já abordados na peça, o principal adversário do futebol é o seu homónimo americano. Existem cerca de 30 jogadores com raízes samoanas no campeonato principal de futebol americano dos Estados Unidos da América. Troy Polamalu, dos Pittsburgh Steelers, é o mais famoso.
Kaviedes: 32º aniversário em clínica de reabilitação
Ivan Kaviedes celebra, neste sábado, o seu 32º aniversário. Seria num dia para festejos intensos, um pouco por todo o Equador, país que continua a recordar um dos maiores talentos locais. Contudo, o antigo avançado do F.C. Porto desapareceu das capas dos jornais. Numa fase de desespero, pediu ajuda a amigos e deu entrada numa clínica de reabilitação. Álcool, drogas e depressão. Um quadro preocupante.
Em Setembro, um ano depois de ter participado no seu último jogo oficial, Jaime Iván Kaviedes Llorenty bateu no fundo mas decidiu reagir. Procurou ajuda e entrou em contacto com a Clínica Nueva Luz, em Guayaquil. Seguiria posteriormente para o Quito, em busca de privacidade. O melhor marcador mundial de 1998 sucumbiu na recta final da carreira.
«Entrevistámos o Ivan e ele demonstrou o seu desejo de mudar. Está a receber ajuda. Ele será submetido a processos de desintoxicação corporal e a psicoterapia. Escutará testemunhos de pessoas que procuram resolver os seus problemas. Isso será uma grande ajuda», disse, na altura, o coordenador da Clínica Nueva Luz, Christian Diaz.
Raúl Noriega, antigo jogador, decidiu ajudar Kaviedes com o apoio da sua mulher, Zaida. «Ele quer sair do mundo em que caiu e por isso pediu-me ajuda. Actuei como sua representante e serei eu a decidir quando tempo ficará internado na clínica do Quito. Ele pode voltar a jogar mas, para já, o mais importante é a sua recuperação como pessoa», explica Zaida Noriega.
«É preciso ter estrutura mental»
Pena conviveu com Ivan Kaviedes no F.C. Porto, ao longo da temporada 2001/02. O avançado equatoriano disputou apenas uma partida, na Taça de Portugal, sob o comando técnico de Octávio Machado. Desiludiu nas Antas, mas ainda deixou a sua marca nos Mundiais de 2002 e 2006.
«Lembro-me do Kaviedes, mas não havia na altura sinais de que pudesse vir a ter essas dependências. Infelizmente, há jogadores que se deixam levar pelo dinheiro, pelas mulheres, pelo álcool e as drogas. É preciso ter estrutura mental para resistir, e nisso a família é muito importante. Eu também cresci num meio difícil, com muita coisa má à volta, mas nunca mexi em drogas, nunca cheirei. Apenas bebo o meu vinho de vez em quando», explica Pena, ao Maisfutebol.
Estrutura familiar. Algo que Kaviedes nunca teve. Os pais do jogador morreram quando este tinha apenas seis anos, num acidente de automóvel. A avó procurou compensar as ausências, mas a imprensa do Equador garante que o avançado nunca ultrapassou a perda, apesar da fama.
No final do mês de Setembro, após semanas de isolamento, Ivan Kaviedes reapareceu em público, num jogo de futebol de rua. O Equador aplaude o esforço e incentiva o antigo ídolo. Resta saber se «el Nine» vence este jogo. «Se não me conheces, não me julgues», lê-se numa tatuagem, no braço esquerdo do jogador.
Em Setembro, um ano depois de ter participado no seu último jogo oficial, Jaime Iván Kaviedes Llorenty bateu no fundo mas decidiu reagir. Procurou ajuda e entrou em contacto com a Clínica Nueva Luz, em Guayaquil. Seguiria posteriormente para o Quito, em busca de privacidade. O melhor marcador mundial de 1998 sucumbiu na recta final da carreira.
«Entrevistámos o Ivan e ele demonstrou o seu desejo de mudar. Está a receber ajuda. Ele será submetido a processos de desintoxicação corporal e a psicoterapia. Escutará testemunhos de pessoas que procuram resolver os seus problemas. Isso será uma grande ajuda», disse, na altura, o coordenador da Clínica Nueva Luz, Christian Diaz.
Raúl Noriega, antigo jogador, decidiu ajudar Kaviedes com o apoio da sua mulher, Zaida. «Ele quer sair do mundo em que caiu e por isso pediu-me ajuda. Actuei como sua representante e serei eu a decidir quando tempo ficará internado na clínica do Quito. Ele pode voltar a jogar mas, para já, o mais importante é a sua recuperação como pessoa», explica Zaida Noriega.
«É preciso ter estrutura mental»
Pena conviveu com Ivan Kaviedes no F.C. Porto, ao longo da temporada 2001/02. O avançado equatoriano disputou apenas uma partida, na Taça de Portugal, sob o comando técnico de Octávio Machado. Desiludiu nas Antas, mas ainda deixou a sua marca nos Mundiais de 2002 e 2006.
«Lembro-me do Kaviedes, mas não havia na altura sinais de que pudesse vir a ter essas dependências. Infelizmente, há jogadores que se deixam levar pelo dinheiro, pelas mulheres, pelo álcool e as drogas. É preciso ter estrutura mental para resistir, e nisso a família é muito importante. Eu também cresci num meio difícil, com muita coisa má à volta, mas nunca mexi em drogas, nunca cheirei. Apenas bebo o meu vinho de vez em quando», explica Pena, ao Maisfutebol.
Estrutura familiar. Algo que Kaviedes nunca teve. Os pais do jogador morreram quando este tinha apenas seis anos, num acidente de automóvel. A avó procurou compensar as ausências, mas a imprensa do Equador garante que o avançado nunca ultrapassou a perda, apesar da fama.
No final do mês de Setembro, após semanas de isolamento, Ivan Kaviedes reapareceu em público, num jogo de futebol de rua. O Equador aplaude o esforço e incentiva o antigo ídolo. Resta saber se «el Nine» vence este jogo. «Se não me conheces, não me julgues», lê-se numa tatuagem, no braço esquerdo do jogador.
«Benfica? Nós é que somos o melhor ataque da Europa!»
O Campomaiorense abdicou do futebol profissional em 2002, adoptando uma medida que se alastra pelos clubes com dificuldades financeiras em Portugal. Os galgos chegaram à final da Taça de Portugal em 1998/99, disputaram o escalão principal mas desapareceram. Agora, renascem nos distritais de Portalegre, onde apresentam «o melhor ataque da Europa».
O Benfica contabiliza 31 golos em 10 jornadas da Liga 2009/10. A formação orientada por Jorge Jesus apresenta um registo atacante assinalável, sem paralelo nos campeonatos europeus. Contudo, em Campo Maior, a formação local congratula-se com uma marca superior: 32 golos em 7 jogos da Série A da I Divisão da Associação de Futebol de Portalegre.
Contas feitas, o Campomaiorense é o melhor ataque do futebol português. «Nós somos melhores que o Benfica», atira Nuno Travassos, vice-presidente do clube, em tom de brincadeira. No final da entrevista ao Maisfutebol, o mesmo sentido de humor, sem intenção de provocar o clube encarnados: «Nós é que somos o melhor ataque da Europa!»
«A época está a correr muito bem, vencemos os sete jogos e temos uma equipa muito competitiva. Não fizemos a equipa para a subida, até porque não temos jogadores profissionais, mas agora vamos lutar para sermos campeões. Depois, será a direcção a decidir se subimos ou não», explica o dirigente. Isto porque João Manuel Nabeiro, presidente e homem forte da Delta Cafés, já disse que não quer sair dos distritais.
Em Campo Maior, não há salários nem prémios de jogo. Acabou-se o tempo das vacas gordas. Os golos e as vitórias valem apenas uma jantarada. «Aqui joga-se por amor à camisola. Temos condições profissionais, mas fizemos um projecto para o amadorismo. Se formos campeões, de certeza que o presidente irá reflectir, veremos se subimos ou não», conclui Nuno Travassos.
Goleador-vendedor de 34 anos
Jorginho é o principal goleador do Campomaiorense. Aos 34, o avançado regressou ao activo e apontou 8 dos 32 golos dos galgos. Isto após três épocas de divórcio com o futebol. O amor ao desporto e à terra falou mais alto. «Parei de jogar aos 30, desiludido com o futebol. Estava a trabalhar na Delta Cafés, em Setúbal, mas surgiu a possibilidade de voltar a Campo Maior. Trabalho como vendedor na Opel e na Chevrolet. Estando aqui, lá me convenceram a jogar. Não consegui dizer que não», explica.
Em conversa com o Maisfutebol, Jorginho recorda a fama proporcionada pelos grandes palcos, os jogos na primeira divisão com o Campomaiorense e a Académica. Aos poucos, tudo se esfumou: «Lesionei-me, fui operado, depois fui para Viseu, para a II Divisão B. Aí fartei-me. Andar sempre com os filhos e a mulher de um lado para o outro, não é vida. Decidi apostar numa profissão mais estável.»
«Estive três anos parado mas fiz sempre desporto. Continuo sequinho, sem gordura e rápido. Quer dizer, rápido para os meus 34 anos. Fiz cinco golos num jogo e tive de parar, senão marcava mais. A equipa é nova, tem muita qualidade e temos condições de profissionais. No que depender dos jogadores, é para subir. Depois depende da direcção. O futebol para mim já só é um hobby», atira o avançado, afastando as comparações com o Benfica: «A qualidade aqui não é tão grande, é mais difícil para o Benfica marcar esses 31 golos, na Liga principal. Mas também é verdade que podíamos ter marcado muitos mais, até ao momento.»
O Benfica contabiliza 31 golos em 10 jornadas da Liga 2009/10. A formação orientada por Jorge Jesus apresenta um registo atacante assinalável, sem paralelo nos campeonatos europeus. Contudo, em Campo Maior, a formação local congratula-se com uma marca superior: 32 golos em 7 jogos da Série A da I Divisão da Associação de Futebol de Portalegre.
Contas feitas, o Campomaiorense é o melhor ataque do futebol português. «Nós somos melhores que o Benfica», atira Nuno Travassos, vice-presidente do clube, em tom de brincadeira. No final da entrevista ao Maisfutebol, o mesmo sentido de humor, sem intenção de provocar o clube encarnados: «Nós é que somos o melhor ataque da Europa!»
«A época está a correr muito bem, vencemos os sete jogos e temos uma equipa muito competitiva. Não fizemos a equipa para a subida, até porque não temos jogadores profissionais, mas agora vamos lutar para sermos campeões. Depois, será a direcção a decidir se subimos ou não», explica o dirigente. Isto porque João Manuel Nabeiro, presidente e homem forte da Delta Cafés, já disse que não quer sair dos distritais.
Em Campo Maior, não há salários nem prémios de jogo. Acabou-se o tempo das vacas gordas. Os golos e as vitórias valem apenas uma jantarada. «Aqui joga-se por amor à camisola. Temos condições profissionais, mas fizemos um projecto para o amadorismo. Se formos campeões, de certeza que o presidente irá reflectir, veremos se subimos ou não», conclui Nuno Travassos.
Goleador-vendedor de 34 anos
Jorginho é o principal goleador do Campomaiorense. Aos 34, o avançado regressou ao activo e apontou 8 dos 32 golos dos galgos. Isto após três épocas de divórcio com o futebol. O amor ao desporto e à terra falou mais alto. «Parei de jogar aos 30, desiludido com o futebol. Estava a trabalhar na Delta Cafés, em Setúbal, mas surgiu a possibilidade de voltar a Campo Maior. Trabalho como vendedor na Opel e na Chevrolet. Estando aqui, lá me convenceram a jogar. Não consegui dizer que não», explica.
Em conversa com o Maisfutebol, Jorginho recorda a fama proporcionada pelos grandes palcos, os jogos na primeira divisão com o Campomaiorense e a Académica. Aos poucos, tudo se esfumou: «Lesionei-me, fui operado, depois fui para Viseu, para a II Divisão B. Aí fartei-me. Andar sempre com os filhos e a mulher de um lado para o outro, não é vida. Decidi apostar numa profissão mais estável.»
«Estive três anos parado mas fiz sempre desporto. Continuo sequinho, sem gordura e rápido. Quer dizer, rápido para os meus 34 anos. Fiz cinco golos num jogo e tive de parar, senão marcava mais. A equipa é nova, tem muita qualidade e temos condições de profissionais. No que depender dos jogadores, é para subir. Depois depende da direcção. O futebol para mim já só é um hobby», atira o avançado, afastando as comparações com o Benfica: «A qualidade aqui não é tão grande, é mais difícil para o Benfica marcar esses 31 golos, na Liga principal. Mas também é verdade que podíamos ter marcado muitos mais, até ao momento.»
Villas Boas: técnico à custa da vizinhança com Bobby Robson
André Villas Boas devorava futebol. Alimentou o amor ao desporto desde cedo, mas faltava-lhe o talento na ponta das chuteiras. Resignou-se. Pegou nos livros, comprou cadernetas e devorou jornais. Todos os dias, lá estava ele no café, a compilar informações sobre os craques dos campeonatos nacionais.
Em 1994, o jovem de 17 anos depara-se com Sir Bobby Robson no seu prédio. Neto de uma inglesa e de um português com estatuto, o pequeno André encheu-se de coragem e meteu conversa com o novo treinador do F.C. Porto. Esta feito o mais difícil.
Bobby Robson ficou agradado com os conhecimentos de André Villas Boas e o domínio da língua inglesa e apontou-lhe o caminho: tirar o curso de treinador. Inicialmente, este preferia seguir Educação Física, abordar o desporto em geral. Mas a oportunidade estava ali, bastava agarrar.
O saudoso treinador britânico foi crucial para o jovem português. André Villas Boas tinha apenas 17 anos, idade insuficiente para tirar o curso na Football Association de Inglaterra e na homóloga de Escócia. Robson falou com o responsável Charles Hughes (um acérrimo defensor da escola do pontapé para a frente) e contornou a questão. Como estágio, o aspirante luso seguiu os treinos do Ipswich de George Burley.
André Villas Boas crescia como técnico e estava pronto para a primeira experiência. Entra no F.C. Porto para treinar as camadas jovens, enquanto tira os vários níveis do curso de treinadores da UEFA.
Do Porto para o Mundo
O cargo de director-técnico da selecção das Ilhas Virgens Britânicas, logo em 2000, permite a Villas Boas conhecer a realidade do futebol nas Caraíbas e crescer, crescer até com as pesadas derrotas.
Um ano depois, o F.C. Porto volta a abrir-lhe as portas. José Mourinho chega entretanto e reencontra o miúdo que andava sempre com Bobby Robson. André Villas Boas passa a encarregar-se da observação de adversários. Fá-lo com mestria. Admirador confesso do Championship Manager, desenvolve capacidades no futebol real e transforma-se num valor seguro.
José Mourinho não mais prescinde de André Villas Boas e apresenta o jovem como os seus «olhos e ouvidos». Necessariamente discreto, condição essencial para trabalhar com o «Special One», Villas Boas passa a elaborar dossiers completos sobre os adversários do F.C. Porto. Viria a fazer o mesmo no Chelsea.
O processo era simples. Aparecia nos treinos dos adversários, sempre de forma incógnita, e começava a reunir informações sobre os principais jogadores da equipa. Aliás, de todos os jogadores, se for preciso. Em quatro dias, durante a semana, André Villas Boas compilava todos os dados. Depois, bastava apresentá-los a José Mourinho e jogadores, para estes saberem ao pormenor quem iam defrontar no encontro seguinte.
Mourinho leva Villas Boas do F.C. Porto para o Chelsea, do Chelsea para o Inter de Milão. Aos poucos, André conquista capital de confiança para aspirar a uma carreira a solo. Aos 31 anos, 32 feitos entretanto, a Académica acena-lhe com um convite. O empresário Jorge Mendes intermedeia o negócio. O discurso à chegada, os primeiros resultados, o ar fresco fazem o resto. O futuro é dele.
Um técnico virgem nas Ilhas Virgens Britânicas
Não há registo da passagem de André Villas Boas pela selecção das Ilhas Virgens Britânicas, mas o técnico garante que essa foi a sua primeira experiência no banco, no ano 2000. Aos 22 anos, o português garantia o cargo de director de futebol no país das Caraíbas.
«Era tão novo que só lhes disse a minha idade no dia em que abandonei o cargo», recordou Villas Boas, mais tarde. O treinador luso passou cerca de um ano nas Ilhas Virgens Britânicas e viu a sua selecção participar na fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2002.
As Ilhas Virgens Britânicas não foram longe. Aliás, a primeira experiência de André Villas Boas poderia assemelhar-se a um tremendo fracasso, se não fosse considerado o potencial futebolístico da equipa em questão. Contas feitas, a selecção caiu na primeira ronda, frente à Bermuda.
André Villas Boas viu as Ilhas Virgens perderem por 1-5 em casa. Fora de portas, uma goleada das antigas. 9-0 para a Bermuda. Nada que perturbasse o treinador. Este seria apenas o primeiro passo numa carreira ascendente.
Em 1994, o jovem de 17 anos depara-se com Sir Bobby Robson no seu prédio. Neto de uma inglesa e de um português com estatuto, o pequeno André encheu-se de coragem e meteu conversa com o novo treinador do F.C. Porto. Esta feito o mais difícil.
Bobby Robson ficou agradado com os conhecimentos de André Villas Boas e o domínio da língua inglesa e apontou-lhe o caminho: tirar o curso de treinador. Inicialmente, este preferia seguir Educação Física, abordar o desporto em geral. Mas a oportunidade estava ali, bastava agarrar.
O saudoso treinador britânico foi crucial para o jovem português. André Villas Boas tinha apenas 17 anos, idade insuficiente para tirar o curso na Football Association de Inglaterra e na homóloga de Escócia. Robson falou com o responsável Charles Hughes (um acérrimo defensor da escola do pontapé para a frente) e contornou a questão. Como estágio, o aspirante luso seguiu os treinos do Ipswich de George Burley.
André Villas Boas crescia como técnico e estava pronto para a primeira experiência. Entra no F.C. Porto para treinar as camadas jovens, enquanto tira os vários níveis do curso de treinadores da UEFA.
Do Porto para o Mundo
O cargo de director-técnico da selecção das Ilhas Virgens Britânicas, logo em 2000, permite a Villas Boas conhecer a realidade do futebol nas Caraíbas e crescer, crescer até com as pesadas derrotas.
Um ano depois, o F.C. Porto volta a abrir-lhe as portas. José Mourinho chega entretanto e reencontra o miúdo que andava sempre com Bobby Robson. André Villas Boas passa a encarregar-se da observação de adversários. Fá-lo com mestria. Admirador confesso do Championship Manager, desenvolve capacidades no futebol real e transforma-se num valor seguro.
José Mourinho não mais prescinde de André Villas Boas e apresenta o jovem como os seus «olhos e ouvidos». Necessariamente discreto, condição essencial para trabalhar com o «Special One», Villas Boas passa a elaborar dossiers completos sobre os adversários do F.C. Porto. Viria a fazer o mesmo no Chelsea.
O processo era simples. Aparecia nos treinos dos adversários, sempre de forma incógnita, e começava a reunir informações sobre os principais jogadores da equipa. Aliás, de todos os jogadores, se for preciso. Em quatro dias, durante a semana, André Villas Boas compilava todos os dados. Depois, bastava apresentá-los a José Mourinho e jogadores, para estes saberem ao pormenor quem iam defrontar no encontro seguinte.
Mourinho leva Villas Boas do F.C. Porto para o Chelsea, do Chelsea para o Inter de Milão. Aos poucos, André conquista capital de confiança para aspirar a uma carreira a solo. Aos 31 anos, 32 feitos entretanto, a Académica acena-lhe com um convite. O empresário Jorge Mendes intermedeia o negócio. O discurso à chegada, os primeiros resultados, o ar fresco fazem o resto. O futuro é dele.
Um técnico virgem nas Ilhas Virgens Britânicas
Não há registo da passagem de André Villas Boas pela selecção das Ilhas Virgens Britânicas, mas o técnico garante que essa foi a sua primeira experiência no banco, no ano 2000. Aos 22 anos, o português garantia o cargo de director de futebol no país das Caraíbas.
«Era tão novo que só lhes disse a minha idade no dia em que abandonei o cargo», recordou Villas Boas, mais tarde. O treinador luso passou cerca de um ano nas Ilhas Virgens Britânicas e viu a sua selecção participar na fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2002.
As Ilhas Virgens Britânicas não foram longe. Aliás, a primeira experiência de André Villas Boas poderia assemelhar-se a um tremendo fracasso, se não fosse considerado o potencial futebolístico da equipa em questão. Contas feitas, a selecção caiu na primeira ronda, frente à Bermuda.
André Villas Boas viu as Ilhas Virgens perderem por 1-5 em casa. Fora de portas, uma goleada das antigas. 9-0 para a Bermuda. Nada que perturbasse o treinador. Este seria apenas o primeiro passo numa carreira ascendente.
Moreira: ex-goleador portista tramado com doping por explicar
Moreira tem 27 anos e joga na Oliveirense, no segundo escalão. No sábado, na festa da Taça de Portugal, reencontrará o seu F.C. Porto. Poucos recordam o nome, mas este avançado foi uma tremenda promessa dos dragões, goleador nos juniores a par de Hélder Postiga. Um explodiu, o outro caiu no esquecimento.
Recuemos a 2001. Hugo Moreira e Hélder Postiga formavam uma dupla temível no ataque dos jovens dragões, que viriam a conquistar o título nacional da categoria. Ambos sobem à equipa B do F.C. Porto, a par de nomes como Ricardo Costa, Bruno Alves ou Tonel. O baixinho Moreira, com apenas 175 centímetros, marcava golos como se não houvesse amanhã.
De repente, um controlo anti-doping. Moreira acusa positivo. É suspenso por seis meses. Na altura, treinava com o plantel principal e tinha um futuro promissor à sua frente. Jogou num particular frente ao Celta de Vigo. Seguiu-se o descalabro total na carreira.
«Olhando para o meu passado, claro que me entristece a situação, não ter chegado à primeira Liga. Na altura, marcou-me bastante. Ainda para mais, sabendo que sou inocente. Calhou ser sorteado para o controlo. Eu apanhei seis meses, enquanto ao colega que estava comigo não aconteceu nada. Enfim, é melhor nem falar muito sobre esse assunto. Talvez um dia fale», desabafa Moreira ao Maisfutebol, deixando suspeitas no ar.
O jovem avançado cumpriu a suspensão, continuou no F.C. Porto mas viria a sair pela porta pequena. «Não me posso queixar do F.C. Porto, tentaram proteger-me. Mas aquilo manchou a minha carreira. Estava a treinar no plantel principal com o Zé Eduardo e o Postiga. O Postiga acabou por ficar no plantel, enquanto eu...». Ele saiu para o U. Lamas. Seguiu-se Pedras Rubras, Pinhalnovense, Vasco da Gama da Vidigueira, Dragões Sandinenses. Tudo parecia perdido. Em 2006, chega ao Sp. Espinho. Começa a subir. Passa pelo Vizela, já na Liga de Honra, e muda-se para a Oliveirense neste defeso.
«Se marcar ao F.C. Porto, vou festejar»
A época corre bem e Moreira corre atrás do tempo perdido. Aos 27 anos, com 4 golos marcados em 8 jogos disputados, o avançado recupera a esperança. «Ainda quero chegar à Liga. A época está a correr até acima das expectativas. Marquei quatro golos, três deles de cabeça. Isso não tem a ver com tamanho, mas sim com sentido de oportunidade», frisa.
«Parei três jogos devido a lesão e estou a regressar aos jogos. Espero jogar contra o F.C. Porto e, se marcar, vou festejar. Sou profissional e vou dar o máximo pela Oliveirense, apesar de ser um jogo muito especial para mim. Gostava muito de ganhar e vamos dar tudo em campo», promete.
Bruno Alves é o único resistente da época de Moreira: «Ainda não falei com ele, porque com os anos perdeu-se o contacto. Não sei se ele jogará, mas seria bom. Ele evoluiu muito como jogador, desde o meu tempo.»
O avançado alerta para as dificuldades que o F.C. Porto irá enfrentar em Oliveira de Azeméis, neste sábado. «Está a falar-se muito do relvado e é compreensível. De facto, quando chove, fica muito difícil jogar. Mas importa sobretudo falar no valor da Oliveirense. Temos uma boa equipa e vamos causar muitas dificuldades ao F.C. Porto. Tudo pode acontecer», remata Moreira.
Recuemos a 2001. Hugo Moreira e Hélder Postiga formavam uma dupla temível no ataque dos jovens dragões, que viriam a conquistar o título nacional da categoria. Ambos sobem à equipa B do F.C. Porto, a par de nomes como Ricardo Costa, Bruno Alves ou Tonel. O baixinho Moreira, com apenas 175 centímetros, marcava golos como se não houvesse amanhã.
De repente, um controlo anti-doping. Moreira acusa positivo. É suspenso por seis meses. Na altura, treinava com o plantel principal e tinha um futuro promissor à sua frente. Jogou num particular frente ao Celta de Vigo. Seguiu-se o descalabro total na carreira.
«Olhando para o meu passado, claro que me entristece a situação, não ter chegado à primeira Liga. Na altura, marcou-me bastante. Ainda para mais, sabendo que sou inocente. Calhou ser sorteado para o controlo. Eu apanhei seis meses, enquanto ao colega que estava comigo não aconteceu nada. Enfim, é melhor nem falar muito sobre esse assunto. Talvez um dia fale», desabafa Moreira ao Maisfutebol, deixando suspeitas no ar.
O jovem avançado cumpriu a suspensão, continuou no F.C. Porto mas viria a sair pela porta pequena. «Não me posso queixar do F.C. Porto, tentaram proteger-me. Mas aquilo manchou a minha carreira. Estava a treinar no plantel principal com o Zé Eduardo e o Postiga. O Postiga acabou por ficar no plantel, enquanto eu...». Ele saiu para o U. Lamas. Seguiu-se Pedras Rubras, Pinhalnovense, Vasco da Gama da Vidigueira, Dragões Sandinenses. Tudo parecia perdido. Em 2006, chega ao Sp. Espinho. Começa a subir. Passa pelo Vizela, já na Liga de Honra, e muda-se para a Oliveirense neste defeso.
«Se marcar ao F.C. Porto, vou festejar»
A época corre bem e Moreira corre atrás do tempo perdido. Aos 27 anos, com 4 golos marcados em 8 jogos disputados, o avançado recupera a esperança. «Ainda quero chegar à Liga. A época está a correr até acima das expectativas. Marquei quatro golos, três deles de cabeça. Isso não tem a ver com tamanho, mas sim com sentido de oportunidade», frisa.
«Parei três jogos devido a lesão e estou a regressar aos jogos. Espero jogar contra o F.C. Porto e, se marcar, vou festejar. Sou profissional e vou dar o máximo pela Oliveirense, apesar de ser um jogo muito especial para mim. Gostava muito de ganhar e vamos dar tudo em campo», promete.
Bruno Alves é o único resistente da época de Moreira: «Ainda não falei com ele, porque com os anos perdeu-se o contacto. Não sei se ele jogará, mas seria bom. Ele evoluiu muito como jogador, desde o meu tempo.»
O avançado alerta para as dificuldades que o F.C. Porto irá enfrentar em Oliveira de Azeméis, neste sábado. «Está a falar-se muito do relvado e é compreensível. De facto, quando chove, fica muito difícil jogar. Mas importa sobretudo falar no valor da Oliveirense. Temos uma boa equipa e vamos causar muitas dificuldades ao F.C. Porto. Tudo pode acontecer», remata Moreira.
Assinar:
Postagens (Atom)